O poder do Humor nas redes sociais

O humorístico “Porta dos Fundos” foi criado na internet, com o intuito de oferecer um humor incomum, abordando temas do dia a dia. O grupo é formado por cinco amigos atores, que já atuavam no “stand-up”, na TV ou em palcos de teatro. O desafio inicial foi criar roteiros, histórias e cenas de humor para o meio, já que o formato não se encaixava para a TV. Hoje, o canal é o maior de vídeos brasileiros no youtube, atingindo a marca de 200 milhões de views e 1 milhão de inscritos.

Conhecer o perfil do internauta brasileiro e seus costurmes foi o segredo para o sucesso. O canal, além de levar humor, serve como um porta voz dos problemas enfrentados por eles e, as redes sociais, seu canal de divulgação. Tudo começou quando o “Porta dos Fundos” resolveu fazer um vídeo criticando e ironizando o mau atendimento da rede de restaurantes Spoleto. O vídeo fez tanto sucesso que a própria marca se aproveitou do ocorrido. Ela procurou o grupo e fez uma parceria para que fosse criado um segundo, e mais tarde um terceiro vídeo – mostrando com humor que a rede de restaurantes tomou as providências necessárias para melhorar o tratamento dos clientes por parte de seus atendentes.

Outro case de sucesso foi o vídeo em que o grupo satirizava as latinhas de Coca-Cola Zero, que vinham com nomes e apelidos de pessoas. No vídeo, eles mostravam uma pessoa com um nome não muito comum, “Kellen”, à procura de seu nome em uma latinha. Depois disso, a marca de refrigerantes passou a colocar nas latas nomes incomuns – o que provou a influência do canal.

Com tanto sucesso, o grupo passou a ser procurado por empresas, dos mais variados segmentos, a fim de representá-las em vídeos publicitários. É o caso da montadora de veículos Fiat, da Visa cartões, da cervejaria Itaipava, do chocolate Bis, da incorporadora de imóveis Netimóveis, do Pão de Açucar – com Clarice Falcão – e da multinacional LG (que está fazendo vídeos contando a história do canal).

O aumento no poder econômico da classe média brasileira fez com que mais consumidores almejassem a compra de um computador e o trabalho desenvolvido pelo grupo só comprovou o poder de influência da internet. A TV, considerada até então a principal mídia de massa, se vê na necessidade de se adaptar e utilizar o meio como alternativa de programação e publicidade.

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