Pesquisa revela que empresas do varejo não conseguem se diferenciar na publicidade

É aquela velha história: com o excesso de produtos e serviços no mercado e com a consequente similaridade entre as ofertas, se torna cada vez mais importante para as empresas o fator diferenciação.

Pois é, a capacidade de mostrar uma personalidade diferenciada, com propostas originais e conceitos inovadores tem se firmado como uma competência vital para quem quer se sobressair nos dias contemporâneos. Nesse sentido, a publicidade é uma ferramenta preciosíssima, pois por meio dela a marca pode ser apresentada de diferentes maneiras para causar o impacto desejado.

Mas, focando no setor varejista, será que as empresas têm conseguido utilizar com sucesso essa ferramenta para gerar uma percepção única junto ao consumidor?

Uma pesquisa realizada pela Officina Sophia, para identificar o que funciona e o que não funciona na comunicação do Varejo, revelou que não é sólido o poder de diferenciação entre os concorrentes dos 3 mercados analisados:

  1. Hipermercados: Carrefour, Extra e Walmart;
  2. Varejo Têxtil: C&A, Marisa, Renner e Riachuelo;
  3. Eletrodomésticos: Casas Bahia, Magazine Luiza e Ponto Frio.

Como explica nesta matéria Paulo Secches, presidente da companhia: “Foram avaliados pontos como sensação de compra do consumidor, o papel da vitrine e materiais de estímulo“.

De modo geral, 45% dos entrevistados não conseguiram identificar as marcas corretamente. Já isoladamente, com relação aos Hipermercados foi 35% a parcela de entrevistados que revelou não encontrar pontos de diferenciação, enquanto frente ao segmento Eletrodomésticos, 38% e ao Têxtil, 63%.

Apenas 20% dos participantes da pesquisa afirmaram conseguir diferenciar as lojas em questão pela decoração e composição de suas vitrines, um resultado muito preocupante, considerando que elas são o segundo meio de comunicação com capacidade de atrair e mobilizar o consumidor.

A falta de contribuição na construção da identidade de marca foi outro problema apontado, tornando o cenário ainda mais alarmante.

Tudo isso demonstra que mais do que simplesmente investir em ações publicitárias é preciso contar com uma orientação estratégica assertiva que seja capaz de identificar e aproveitar novos pontos a serem explorados, novas maneiras de trabalhar a linguagem da comunicação frente a enorme concorrência.

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